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20/03/2007 13:17

Deputado questiona venda da Ipiranga

Surpreendido com o anúncio da venda do Grupo IPIRANGA para o consórcio de empresas formado pela PETROBRÁS, BRASKEM e ULTRA, o Deputado Federal Tarcísio Zimmermann subiu à tribuna para anunciar o encaminhamento de requerimento para a realização de audiência pública para debater os impactos da transação sobre a produção petroquímica brasileira, sobre os empregos e sobre o futuro do Pólo gaúcho.

Tarcísio lembra que o controle acionário do Pólo Petroquímico do Rio Grande do Sul já esteve em pauta, em 2005 e 2006. Naquele momento, era proposto que a PETROBRAS entregasse à BRASKEM sua participação majoritária em algumas das empresas do Pólo Petroquímico gaúcho em troca da ampliação da sua participação na COPESUL. Esta negociação foi rejeitada pelos trabalhadores do Pólo, que lideraram uma grande mobilização que impediu a transação.

O Deputado levantou algumas perguntas que precisam ser respondidas no interesse do País, dos empregos e do patrimônio público:

1 - Por que a PETROBRAS fica somente com 40% do patrimônio da Ipiranga na COPESUL, enquanto a BRASKEM ficará com 60%?

2 - Qual é, efetivamente, o interesse real da PETROBRAS em ser sócia minoritária da BRASKEM no Pólo Petroquímico do Rio Grande do Sul?

3 – Por que os postos de combustível da região sul e sudeste (a melhor rede da IPIRANGA e onde tem o maior consumo) ficam como grupo ULTRA e a PETROBRÁS fica com os postos das regiões menos promissoras?

"Tenho certeza que qualquer companhia do Brasil gostaria de ter com sócia minoritária a poderosa PETROBRAS, a oitava maior companhia de petróleo do mundo. Por isso, para a BRASKEM e para o grupo ULTRA este é, com certeza, um grande negócio. A questão é saber se para o povo brasileiro e para os interesses do desenvolvimento nacional este também é o melhor negócio. Para esclarecer estas questões queremos fazer esta audiência pública", diz o deputado.

Fonte: Letícia Vargas, assessora de imprensa do deputado.
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enviada por Jean Scharlau



25/03/2006 13:18
"O tráfico é sócio da polícia"
Entrevista: Hélio Luz, delegado aposentado e ex-chefe de Polícia do Rio
CARLOS ETCHICHURY

Uma revelação do documentário Falcões: meninos do tráfico, exibido no Fantástico do domingo passado, assombrou os brasileiros: crianças vendem drogas com a conivência das autoridades, inclusive as policiais - a quem pagam salários para o funcionamento dos seus negócios. Nenhuma novidade para o delegado aposentado e ex-chefe de Polícia do Rio de Janeiro (de 1995 a 1997, durante o governo de Marcelo Alencar) Hélio Luz, que diz isso há pelo menos 10 anos.

Radicado em Paris (França) desde 2002, Luz, 60 anos, está em Porto Alegre, sua cidade natal e onde residem familiares. Em um shopping da Capital, Luz conversou ontem com Zero Hora sobre o documentário produzido por MV Bill e Celso Athayde, criticou a inexistência de um "projeto de segurança" no país e voltou a bater no que denomina de "banda podre" da polícia.

- Ninguém no Brasil pratica crimes sem dar dinheiro à polícia. Se o cara chegar e cair na besteira de fazer isso, na segunda ou na terceira vez estará na cadeia. A polícia no Brasil é eficiente. Ela sabe quem praticou crime, onde está e como está. Agora, daí a prender e colocar isso no processo é uma distância grande - disse o delegado aposentado, ao longo de 45 minutos de conversa:

Zero Hora - O senhor não deve ter se surpreendido quando meninos revelaram o envolvimento da polícia com traficantes de drogas.

Hélio Luz - No Rio, o problema não era o Comando Vermelho, mas sim o "comando azul", a PM. O problema é a corrupção na polícia. Existe a impressão no Brasil de que a criminalidade é alta. Não é. A corrupção da polícia que é alta. A criminalidade é decorrente da corrupção da polícia. Quando a polícia deixa de ser corrupta, a criminalidade reduz. Quando meninos dizem que participam do salário da polícia, é verdade. O tráfico, na realidade, é um sócio da polícia brasileira.

ZH - O senhor é autor de uma frase polêmica sobre as delegacias especializadas do Rio de Janeiro: "a Roubos rouba, a Furtos furta e a Homicídios mata". Era isso mesmo?

Luz - (Risos) Eu falei um dia em que estava irritado. Eu dirigia a Divisão Anti-seqüestro, no Rio, e estava aporrinhado porque tinha cinco ou seis seqüestros em andamento e havia polícia na outra ponta (seqüestrando). Então, era eu enfrentando policial. Eu falei: "Bom, a partir de hoje a Divisão Anti-seqüestro não seqüestra mais".

ZH - Ela seqüestrava?

Luz - Seqüestrava! Esse é que era o problema. Então, você não conseguia acabar com o seqüestro no Rio porque a Divisão Anti-seqüestro seqüestrava! Ela terceirizava. O traficante ia lá seqüestrava e ela operava o prêmio (resgate). Ela (a polícia) ia para dentro da casa do seqüestrado e depois operava lá na ponta para pegar o dinheiro do resgate.

ZH - Os policiais da Delegacia de Roubos roubavam também?

Luz - Não vou generalizar. Falo sobre o Rio. Não é que a (divisão especializada de) Roubos e Furtos pratique roubo e furto, mas eles vão ser sócios dos ladrões. Falo na prática. Na hora em que enquadrei a Divisão Anti-seqüestro acabou o problema de seqüestro no Rio.

ZH - A analogia serve para roubo e furto de veículos?

Luz - Teve uma época em que aumentaram o roubo e o furto de automóveis no Rio. Então, eu desmanchei a especializada de roubo e furto de automóveis, transformei em uma repartição burocrática. Reduziu o índice (de roubo e furto de veículos). O índice de 1996 foi o menor dos últimos tempos no Rio. Eram eles que roubavam os carros? Não. Mas eles organizavam o roubo de carros do Rio.

ZH - Talvez o senhor tenha sido o primeiro chefe de Polícia que disse para todo país ouvir: "Há uma banda podre na polícia". Isso foi em 1996. De lá para cá, mudou alguma coisa?

Luz - Não vejo mudança. Em uma instituição pública, o controle externo vai lá e retira o corrupto. A instituição continua funcionando normalmente. Na polícia, não. A corrupção é um instrumento utilizado pela polícia. O Estado sabe disso e tolera.

ZH - Essa análise vale para o Rio ou para o Brasil em geral.

Luz - É geral. Talvez a do Rio seja mais corrupta porque é uma das mais velhas do país.

ZH - Como o senhor analisa a intervenção do Exército no Rio?

Luz - Por que o Exército, ao invés de subir as favelas do Rio, não controla a fronteira seca com o Paraguai e a Bolívia? Se fizer isso, o tráfico de drogas e de armas vai cair. Se a Polícia Federal fechar a ponte de Foz do Iguaçu, o roubo de automóvel e o tráfico de armas reduzem. Todo mundo sabe disso. É público e notório. Mas por que não fazem?

ZH - Como o senhor avalia o projeto de segurança do governo Federal?

Luz - Não me parece que haja um projeto. Não parece que esteja entre as prioridades do governo.

ZH - Como está a experiência na França? Há algo que possa ser utilizado no Brasil?

Luz - Não é a oitava maravilha do mundo. Agora, por exemplo, lá houve protestos, manifestantes tocaram fogo em 10 mil veículos, mas a polícia não matou ninguém. É um Estado voltado para sociedade. Ao contrário da nossa polícia, que faz controle social, a polícia francesa dá segurança ao cidadão.

ZH - Na França é tolerado que um policial tenha uma empresa recuperadora de veículos, por exemplo?

Luz - (Risos) Não existe isso.

ZH - As pessoas de um modo geral acham que mais policiais nas ruas significa mais segurança. O senhor concorda?

Luz - É loucura! Os governantes não controlam 10 mil policiais. Aí, eles contratam mais 10 mil. Bom, quem já não controlava 10 mil agora vai ter de administrar 20 mil policiais. O grande problema nesse país é que não há um projeto de segurança. Se deve reduzir o número de policiais, pagar melhor, qualificar. É impossível ter o controle de 80 mil homens da PM ou de 20 mil da Polícia Civil.

ZH - Além de chefe de Polícia, o senhor foi deputado estadual pelo PT. Pensa em voltar à vida pública.

Luz - (Risos) Não. A saúde não permite mais.

( carlos.etchichury@zerohora.com.br )Jornal Zero Hora, dia 24 de março de 2006, página 50.

enviada por Jean Scharlau



20/01/2006 13:28
ELIO GASPARI

Enfim, chegou a CPI da Privataria

A criação da CPI da Privataria é a primeira boa notícia de 2006.
Parece coisa do passado, mas é uma oportunidade para se pensar no futuro. Num ano eleitoral, permitirá a observação do comportamento do tucanato diante do exame da roupa suja que deixou para trás. Se não for abafada, investigará as privatizações ocorridas entre 1990 e 2002. Nesse período, três governos venderam cem empresas da Viúva e arrecadaram 105,5 bilhões de dólares. Nove em dez transações se deram durante o tucanato. Prometeram abater a dívida pública, mas ela foi de 30% do PIB em 1995 para 62% em 2002.

Prometiam atrair recursos externos, mas os arrematadores foram socorridos por 15,6 bilhões de dólares de empréstimos do BNDES e outro ervanário saído dos fundos de pensão de empresas estatais. Em pelo menos dois setores (elétrico e ferroviário), o velho e bom BNDES teve que correr atrás de caloteiros. Prometiam crescimento econômico e, nos oito anos do surto privatista dos tucanos, a economia cresceu abaixo de 3%, na mediocridade preservada pelo Nosso Guia.

Grampos telefônicos, editais self-service, consórcios incestuosos e contratos de gaveta deram componentes escandalosos ao processo. O apagão de 2001 e tarifas telefônicas lunares impostas por concessionários retrógrados foram as duas principais seqüelas dessa festa.

Nem tudo foi desgraça. Sabendo-se que em 1995 os teletecas da Embratel estatal tentaram monopolizar o acesso à Internet e produziram uma fila de 15 mil pessoas, vê-se que alguma faxina precisava ser feita.

Felizmente, o tucanão Sérgio Motta desinfetou a teleburocracia. A recuperação das rodovias entregues ao empresariado e o bom desempenho da Vale do Rio Doce mostram que a privatização das empresas estatais não foi maligna em si. Podia dar certo e, em certos casos, deu.

O exame da privataria pode ter um alcance superior à simples curiosidade fofoqueira em cima dos grandes patrimônios amealhados no período. (Fofoca: é provável que as privatizações tenham produzido as mais rápidas fortunas da história nacional. Nunca tanta gente ganhou tanto dinheiro em tão pouco tempo sem produzir um só prego.)

Importa saber por que privatizações como a da Light e da Eletropaulo deram errado ou por que o acesso à telefonia deu certo, mas uma ligação de celular custa mais caro no Brasil do que nos Estados Unidos. Os 'altos companheiros' poderiam avançar um pouco e explicar por que o BNDES (na versão petista) resgatou ferrovias quebradas nas quais a Funcef e a Previ (na versão pré-petista) haviam posto o dinheiro de seus aposentados.

A privataria foi uma política ruinosa de um governo acometido de compulsão vendedora para agradar à banca. Ocorreram erros de gestão que podem ser mais bem conhecidos e estudados. Se o problema for analisado apenas pelo lado da corrupção, não se vai longe. Ensinar as pessoas honestas a não fazer besteira é tão importante quanto tentar impedir que os ladrões furtem.

Do contrário, quem quiser saber o que houve no Brasil dos tucanos terá que pesquisar nas bibliotecas das universidades americanas. Na do Massachusetts Institute of Technology, por exemplo, pode-se ler o trabalho do economista indiano Sunil Tankha. Chama-se: 'Uma confusão de meios e fins: a breve e infeliz época da privatização da energia elétrica no Brasil'.

Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil

enviada por Jean Scharlau



05/01/2006 20:54
05/01/2006 - Bolsa-Família é embrião da renda universal



Há vários meses, com doses a cada vez renovadas de hipocrisia e cinismo, o governo Lula está sendo literalmente linchado por praticamente toda a grande imprensa nacional. Em um país como o Brasil, a "criminalização" de apenas "dois anos" do único governo não oriundo da atávica reprodução das elites tecnocrático-corporativas e oligárquico-escravagistas seria hilária se não fosse trágica. Apenas o preconceito de classe e até racial pode explicar a tão leviana adesão a uma "verdade do poder" que -no Brasil- tem a mesma cara e a mesma violência da desigualdade social e racial da qual ela é uma triste representação.

Evidentemente, o verdadeiro debate é outro: ele diz respeito ao lugar e à dinâmica do que chamaremos -por oposição explícita- de poder (ou potência) da verdade.

Onde está a resposta ética e transparente ao moralismo instrumental das "elites sem projeto"? A dificuldade de responder a essa pergunta se encontra no fato de que, em face da ofensiva midiática e política das elites, o governo, o PT e os chamados "movimentos" sociais ficaram praticamente paralisados.

Por quê?

Em parte e sobretudo num primeiro momento, essa paralisia se explica pela própria dinâmica da crise política enquanto celebração da homologação do PT e do governo Lula às práticas plurisseculares das elites. A verdade do poder sabe como representar, deixando um espaço para o moralismo impotente daqueles que acreditavam que haveria uma representação "pura" e até mesmo revolucionária.


Um outro mecanismo do espetáculo hediondo da "verdade do poder" é o da representação do "silêncio dos intelectuais". Não fosse pela coragem política da filósofa Marilena Chaui -que desmentiu a arrogância intelectual de alguns-, o campo do debate teórico-político brasileiro teria sido falsificado como sendo o deserto do "esquecimento da política".


Mas as razões desse impasse são outras: elas se encontram na questão da política econômica do governo Lula.


Para uma parte consistente da militância e dos dirigentes do PT, um governo se define como de "esquerda" essencialmente em razão da política econômica que faz. E isso porque, para eles, a integração social só pode vir da dinâmica de uma taxa de emprego que, por sua vez, está atrelada às taxas de crescimento (do PIB!).


Ora, apesar da política econômica (e dos percalços do PIB no último trimestre de 2005), as estatísticas nacionais apresentam elementos positivos: o nível de desigualdade está diminuindo desde 2001 -e de maneira acelerada desde 2003 e 2004.


Com efeito, o programa Bolsa-Família é o grande responsável por essa evolução extremamente positiva e inovadora e indica claramente que a política social pode ter um desempenho expressivo apesar dos bloqueios e problemas gerados pelos juros astronômicos.
É exatamente aí, no Bolsa-Família, que está o paradoxo. O governo Lula assumiu essa política social a aceitando (e a justificando) como sendo condicionada (a uma determinada contrapartida por parte dos lares beneficiários).


Os neoliberais (nem todos) a aceitam enquanto política focalizada (não-universal), pois dirigida aos mais pobres.


Os defensores de uma virada radical da política econômica (dentro do próprio governo e do PT) a suportam como política compensatória que necessariamente deverá ser substituída quando a dinâmica do emprego permitir a retomada das políticas universais articuladas a partir da relação salarial (ou seja, da tradicional relação capital-trabalho).


Todas essas três abordagens são inadequadas, porquanto não apreendem que, no capitalismo contemporâneo (globalizado, organizado em redes que integram produção e circulação e cada vez mais baseado na produção de conhecimento), a integração social (o fato de ter direito aos direitos, de ser um cidadão por todos os efeitos) não está mais atrelada à integração produtiva (dentro da relação salarial, no estatuto de um emprego formal regulado por um contrato de duração ilimitada).


Pelo contrário, no capitalismo da era do conhecimento, para ser produtivo, é preciso ter educação, moradia e acesso aos serviços básicos e avançados. Para ser produtivo, é preciso ser cidadão -inclusive e sobretudo, ter renda!


Reduzir a desigualdade pelo Bolsa-Família não significa apenas fazer política social. Significa, também, fazer política econômica: para além do horizonte inatingível do pleno emprego keynesiano. É por isso que o "crescimento com redução da desigualdade" torna o desenvolvimento sustentável: trata-se de uma dinâmica material de mobilização produtiva, e não de um princípio abstrato.


Massificando o programa Bolsa-Família, o governo Lula está fazendo exatamente isso: criando um embrião de salário universal e, pela primeira vez, praticando aquela distribuição de renda que funciona de lastro à retórica vazia de muita gente.


Nesse sentido, o governo Lula deveria colocar sua própria prática numa outra perspectiva, apontando para a incondicionalidade e a aceleração do processo de massificação (democratização) do Bolsa-Família enquanto embrião de uma renda universal e cidadã.




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Antonio Negri, 72, filósofo italiano, é professor titular aposentado da Universidade de Pádua (Itália) e professor de filosofia do Colégio Internacional de Paris (França). Entre outras obras, escreveu, em parceria com Michael Hardt, os livros "Império" e "Multidão".
Giuseppe Cocco, 49, cientista político, doutor em história social pela Universidade de Paris, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre outras obras, escreveu, com Antonio Negri, o livro "Glob(AL): Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada".


Artigo publicado na edição de 05/01/06 da Folha de S. Paulo

enviada por Jean Scharlau



28/11/2005 16:34
Acompanhe os melhores textos aqui: http://www.olobo.net
enviada por Jean Scharlau



24/10/2005 14:01

Yes, nós temos terremoto!!!

Terra treme em São Paulo:ultimosegundo.ig.com.br/materias/brasil/2156001-2156500/2156352/2156352_1.xml

enviada por Jean Scharlau



21/10/2005 19:33

Caro Marco Aurélio Weissheimer, sobre seu artigo na Agência Carta Maior agenciacartamaior.uol.com.br/agencia.asp?id=1512&coluna=boletim

Antes de manifestar algumas discordâncias, elogio pontos de afinidade com teu artigo "Cuidado, aqui mora um homem de bem!" - Ótima frase em contraposição à frase "nesta casa não possuimos arma" da campanha do Nâo. Também achei inspiradas as considerações sobre a ausência das "mulheres de bem".

E a Zero Hora! - O jornal dos "homens de bem" por excelência! Para as "mulheres de bem", com seu discreto charme, e as "crianças de bem", o "Jornal de Bem" tem o Caderno Donna, Célia Ribeiro, Revista da TV, Zé Agá, Meu Filho e outras jóias da neo tradicional família proprietária.

Há que se notar, porém, que a RBS posiciona-se contrária à sua fornecedora e mamãe Rede Globo (e suas revistas É Poca e Aquém). Outra coisa a notar é que o Estatuto, extremamente restritivo e muito repressivo (penas pesadíssimas para infratores) está e permanecerá em vigor e só um Estado muito pífio e incompetente não conseguiria, com esta lei, levar para próximo de zero por cento os acidentes e crimes relacionados a armas legalmente vendidas. Apostando na própria incompetência o Estado pode vir a fazer como o Romualdo naquele "causo" em que, para acabar com os ratos em sua chácara, compra gatos, depois para acabar com os gatos, compra cachorros, para acabar com os cachorros...

Quanto aos "homens de BENS", caso vença o Sim, continuarão a ter armas a seu serviço, através das "empresas de segurança". Quem ficará impossibilitada neste caso, em último e derradeiro recurso, de defender-se e reagir é a classe média. Ora direis: defender-se do quê, e como?! Eu te digo que muito provavelmente, na imensa maioria dos casos, defender-se do medo, a qualquer prazo, e do desamparo, em eventuais circunstâncias - motivos coerentes e justos. Eu mesmo, embora não possua arma de fogo, já passei por situação em que, por algumas noites, após arrombamento e roubo, só consegui permanecer em casa (era um lugar um tanto ermo), e dormir, trancado no quarto e com uma arma (emprestada) ao lado da cama. Podemos passar a vida sem nunca precisar usar nossos caninos, nossos punhos e unhas, mas é bom saber que eles estão ali.

Ridícula a afirmação da ZH de que o assunto é complexo demais para o povo, mas digo que foi discutido durante pouco tempo e erroneamente, porque mais em cima de opiniões, deturpações e mentiras, do que de fatos e análises - uma campanha séria começaria por dar a conhecer o Estatuto a todos e faria minuciosas análises de cada um de seus artigos, para sabermos sob que lei estamos hoje, quais têm sido seus resultados e, a partir daí, podermos verificar se estes já não seriam suficientes, se realmente seria necessário inutilizar todas as armas registradas (exceto as das milícias públicas e privadas) o que ocorrerá assim que a munição ficar vencida.

Para encerrar, digo que não gosto dessas medidas extremas e definitivas. Já que toda esta discussão está mesmo girando em torno de hipóteses, proponho imagine-se mais uma: a proibição ou liberação votada a cada 4 anos, junto com as eleições - neste caso teríamos mais um ano para ver o que resulta do Estatuto e melhorar o debate. Aí seria muito mais tranqüilo optar pela proibição pois, caso aprovada, 4 anos depois ela seria reavaliada e novamente aprovada ou suprimida. Não foi esta opção que nos deram - temos que dizer definitivamente Sim, ou Não, assim, de supetão e meio no escuro. Estou inclinado a dizer Não.

enviada por Jean Scharlau



29/08/2005 13:42

Caso de Campanha


Compareci sexta-feira à noite, 26/8, à reunião do PT em Porto Alegre para ouvir os candidatos à presidência nacional do partido. Havia recebido convite para um debate. Debate não houve. Houve sim uma sucessão de discursos: 10 minutos de cada um dos candidatos que prestigiaram com sua presença a militância
interessada. Tarso não prestigiou. Discursaram os cinco candidatos presentes: Plínio, o Velho, Raul, o Maduro, Pomar, o Moço, Sokol, o Radical
e Maria, o Rosário. Logo depois discursaram 10 participantes da platéia, 3
minutos cada um, e para encerrar mais 10 minutos de discurso de cada candidato.

Tarso, o peremptório, não compareceu a nenhuma dessas reuniões. Possivelmente ele, como seus colegas do Campo Minado – Dirceu, Genoino, Delúbio, Martha, etc. – considere a militância um processo superado de marketing político, uma demanda de tempo desnecessária. Pensando um pouco, há malas de razão para sua ausência, afinal Tarso, que não sabe nem um motivo para votar no PT, não saberia qualquer motivo para ser seu presidente.

Deixemos os ausentes rumarem ao enigmático e imagético ostracismo e
vamos às marcantes presenças. Estavam lá, além dos 5 candidatos, um ex-ministro-governador-prefeito, candidato à presidência do PT gaúcho, uns dois ou três deputados, umas três ou quatro vereadoras, umas quatro ou cinco
jornalistas e mais uns quatrocentos Joãos e Marias Ninguém – o pessoal
que, junto a milhares de outros Pedros Nada, fez os primeiros serem
eleitos. Plínio, o Sábio quer educar Lula e, caso este persevere em erros, puni-lo, não entendi bem como. Raul, o Democrata quer maior participação popular organizada. Maria, a Carpideira disse que não deixará o PT morrer.
Pomar, o Arvorado quer punição para os comprovadamente culpados. Quem seriam? Sokol, o Original quer começar de novo, desde o Manifesto de Fundação. No total foram duas horas e meia de discursos, depois das quais todos saíram rapidamente, para pegar o avião, o hotel, a janta, sei lá.

Saí da reunião me perguntando: justifica-se esse gasto todo, gente vindo de longe, o minguado dinheiro do partido pagando passagens, estadias,
filmagens e o que mais, somente para que 400 pessoas ouçam 10 discursos curtos e 5 compridos?? Fui convidado para um debate e tomei 15 discursos nas
orelhas. Para valer a pena só se houvesse um debatezinho, pequeno que fosse.
Bem que tentei na saída, mas estavam todos com pressa - o show terminado, as cadeiras vazias, as inflamadas vozes silenciadas em passos pelos corredores. Pois bem, tentarei um debate por escrito, só de birra, porque tesão não há – tesão em debater só vem quando se começa, e ainda não começou. E disseram que já é o quinto encontro dos candidatos frente à militância pelo Brasil afora – com certeza o show já está no timing perfeito
e perguntas ou questionamentos diretos atrapalhariam a concentração da 'mesa'.

Caso alguém aí entre os companheiros saiba se agora é tudo assim mesmo, ou se ainda há possibilidade de se debater esse tipo de assunto – quem escolher para a presidência do partido e por quê – por favor, informe, pois não vi ninguém debater, nem informar onde, nem dizer se ainda existe debate no PT.

Jean Scharlau
enviada por Jean Scharlau



24/07/2005 23:40

O roubo no Brasil chegou com Cabral e se instalou para ficar, com casa-grande, bandeirantes, capitanias, lavouras, lavras, cartórios – tudo hereditário, claro. Acho que a ânsia de moralização é uma coisa boa, sempre que seja a moralização para todos. Se a moralização quiser moralizar primeiro uns e DEPOIS outros, é imoral e golpista.

Claro que se descobríssemos que Lula tinha uma ‘casa da dinda’ com cachoeira de dinheiro público e fortunas depositadas no estrangeiro em seu nome e se ele tivesse uma rede de tv, rádio e jornais regionais e planos de torná-la uma rede nacional, se estivesse pretendendo adquirir uma grande empresa de aviação e outra de telefonia, bem, aí teria as mesmas características e dimensões do lladrão com dois eles, e podes crer que já teria sido corrido do palácio com o meu apoio. Mas não é esse o caso. Se nos perguntarmos: será que Lula não sabia?! Devemos nos perguntar: será que a maioria do Congresso Nacional não sabia?! Todo o PTB sabia, segundo Jefferson, Todo o PL deveria saber. Todo o PP deveria saber. Parte do PT sabia. Parte do PMDB sabia. Parte do PFL sabia. Parte do PSDB sabia. Então a maioria do Congresso sabia. E todos bem quietinhos. Ora, se for pra impichar Lula, que se impiche o Congresso Nacional. Porque estão juntos no esquema. Senão, é golpe. Sou mais pela opção de que punam-se somente os comprovadamente corrompidos, os que meteram a mão na grana, e não todo o Congresso e todo o Planalto.

Acho que se tirarem Lula, aí é que entram os ladrões de verdade, e cheios de razão de si e empáfia, e carta branca para roubar como sempre roubaram, ou seja, aos B-I-L-H-Õ-E-S. Porque o roubo deles não é qualificado como roubo - é PRIVATIZAÇÃO, portanto legal, é ENDIVIDAMENTO, portanto... LEGAL. Prêmio para eles!? Palmas para eles!? Que roubam dentro da legalidade!? Bem, deveríamos impichar também o Poder Judiciário, não é?!

Veja que não defendo algumas costas quentes, mas que se faça a moralidade e a justiça, cada vez mais e sempre e, importantíssimo: para todos. Não aceitarei que venham tirar Lula pra Judas por ele ter nos negado três vezes. Os nossos inimigos são outros e não colaborarei com eles ajudando-os a chegar aos cofres tirando Lula do seu caminho. Há um motivo circunstancial adicional ainda para a permanência de Lula: é que agora todo mundo está de olho no planalto e no congresso e teremos a garantia de um período de probidade nunca vista, pelo menos até 2007.


enviada por Jean Scharlau



02/06/2005 18:27


A MILÉSIMA SEGUNDA NOITE

O novo livro de Fausto Wolff.


Como um homem de 64 anos que viveu milhares de épocas e vidas diferentes
contaria sua vida? Como é que ele organizaria o caos atmosférico de flashes
para expor suas fotografias? Que roteiro estabeleceria quem percorreu,
vislumbrou e participou de milhões de roteiros? Como a mente de um homem de
64 anos que tem em si bilhões de anos contaria sua história e a de seus
contemporâneos desde o Big Bang? Fausto Wolff decidiu responder a essas
perguntas e o fez da única maneira possível a um homem: lembrou; o que não
lembrou pesquisou, intuiu, inventou – e escreveu.


Fausto estabelece um ponto de partida: o fim do mundo. O mundo encerrado é o
início de sua volta ao mundo em 80 zilhões de anos. As histórias partem do
que já é findo, talvez para desvencilhar-nos de excessivas preocupações.
Seria possível então percorrer esse roteiro sem preocuparmo-nos com as
conseqüências? Saberemos somente ao partir nessa leitura, somente ao
redescobrirmos nela o mundo, porém visto pelo avesso. Fausto nos conta o que
viu-viveu-inventou e começamos a partir da primeira página de seu livro a
reconhecer e desconhecer o mundo vasto mundo que já não há. Esse portento
que teria existido nos mobiliza e monopoliza.


Fausto, para nunca ser chato, nem falar demasiado, ou pouco, o que poderia
custar-lhe a cabeça, resume tudo em mil noites de histórias, mais duas. Mil
noites, a nós que não conseguimos virar duas consecutivas, dá uma boa
idéia de infinito, e mais duas é, obviamente, um chiste com essa
continuidade absoluta.


A Milésima Segunda Noite (ou seria A História do Mundo para Imponderáveis
Sobreviventes?) é o resumo das lembranças de um homem de 64 anos
(cronologicamente registrados) com bilhões de anos (inconcebíveis,
irresponsáveis, inimputáveis, porém inesquecíveis) que viu caos,
perplexidade, desencanto, maldade, ignorância, estupidez, crueldade,
horror... Mas viu também belas alternativas, tentadas algumas vezes. As
alternativas é que nos fizeram chegar perto de construir as bases para a
vida sem fim. Pena que tenhamos sido insuficientes.


Felizmente alguém continuou, ainda que unicamente para contar. Fausto Wolff
sobreviveu aos últimos suspiros e contrações do falecido mundo e pode ser
até que nos diga o que o levou ao fim. Poderíamos aproveitar essas mil e
duas histórias, pensá-las muito dedicadamente e, quem sabe... Não! Mas isso
tudo são fantasias! Quem teria medo do fim do mundo? Quem teria medo do
mundo, em primeiro lugar? E antes disso: quem acreditaria no que escreve um
dinossauro embriagado de humanidade?


Jean Scharlau



enviada por Jean Scharlau



10/03/2005 13:31
O QUE É O ASSASSINATO SENÃO UM ABORTO RETROATIVO?

.......................................

JÁ O ABORTO É MERAMENTE UM ASSASSINATO PREVENTIVO.

..................................................

E quem contestará que é melhor prevenir que remediar, não é mesmo?

...............................................

Tivéssemos desde o princípio defendido aberta e amplamente esses profiláticos métodos , talvez tivéssemos mesmo conseguido abortar da natureza essa calamitosa espécie que grassa como praga e devora tudo à sua volta - a espécie humana (Arrrghhh!!!).



Todos sabemos que filho de peixe, peixinho é e filho de gente, obviamente, gentinha será.

..................................................

Quanto à prerrogativa da mãe em decidir fazer o lindo, benéfico e salutar aborto, isto é tão óbvio quanto que a segunda prerrogativa é do pai e a terceira dos avós.

...................................................

Evidentemente é também prerrogativa dos filhos, primeiro matar a mãe, segundo matar o pai e terceiro, caso ainda não tenham sido mortos pelos pais, matar os avós.
Afinal os fundamentos de higiene e puericultura devem ser aprendidos e praticados primeiro em casa, para progressivamente atingirem a efetividade no meio social mais amplo.

...............................................

Parabéns, brasileiras , brasileiros e brasileirinhos (ops, corta este)!

Parabéns aos poderes constituídos - executivo, legislativo e judiciário!

Parabéns, Noblat!


PS - Fazia muito tempo que eu não escrevia. A bela e maravilhosa notícia (lida no blig do Noblat ) de que o aborto será finalmente liberado no Brasil é que me deu ânimo de voltar a escrever aqui. O próximo passo para o crescimento deste país é sem dúvida a legalização do matricídio, do parricídio, do fratricídio, do genocídio e também do simples assassinato, pois que estas práticas, exercidas com pressa, em locais inadequados e muitas vezes por pessoas despreparadas,têm deixado muitos vivos e aleijões que só sobrecarregam o nosso, já tão pesado em povo inútil e prejudicial, incipiente sistema social.


Atalho para a notícia:
http://noblat.blig.ig.com.br/
enviada por Carlo Buzzatti



25/07/2004 14:24


Título: TAMANDUÁ BANDEIRA MUMIFICADO NA MEMÓRIA DA TERRA. Porto Alegre, 24 de julho.
enviada por Jean Scharlau



24/07/2004 20:56


Título: Árvore quase incendiada, entre o sol e a avenida. Porto Alegre, 24 de julho.
enviada por Jean Scharlau



17/07/2004 20:38


Pôr-de-sol em Porto Alegre, esta semana.
enviada por Jean Scharlau



31/05/2004 21:36

Castelhano transviado não samba mas dança o fado

Aqui em Porto Alegre, quando o Bar do Beto era butecão mesmo, uma bichinha (cidadão que exerce seu direito de livre desorientação sexual), uruguaio vindo do Paraguai e vendedor profissionalmador de incenso vagabundo tinha (e ainda tem) por método de abordagem, para vender suas fedorâncias fumígenas, chegar nas mesas e perguntar, fazendo olhos mexidos e bocas estreladas: - usted me conosce?

Certa feita o Scharlau que, como toda a freguesia costumeira do Beto, já ouvira dezenas de vezes aquela pergunta esdrúxula, larga-lhe essa: - conheço, sim! Tu moras aqui, não é?

Desce uma cortina de riso sobre o pessoal da mesa e o cidadinho levemente desorientado fecha-se em copas e retira-se rebolando. Nunca mais nos ofereceu incenso. Isto já faz uns dez anos. Vejam do que o bom humor nos livra.

enviada por Carlo Buzzatti



28/05/2004 11:24
Calipígias ao léu miram o céu
Comentário de Carlo Buzzatti ao artigo de Adriana Baggio no Digestivo Cultural

Adriana, desta vez começaste mal teu artigo, dizendo "Onde há afeto não há espaço para o riso. Ambos são mutuamente excludentes." É verdade que há risos sem afeto e que há afetos tristes, o que possivelmente ocorra em grande número nas relações não pessoais, mas nas relações pessoais procuramos e conseguimos nos resguardar disso a maior parte do tempo. Há, claro, quem não consiga. Depois de ler estas duas frases segui atrás de outros erros, por serem coisas estranhas nos teus textos, portanto curiosas. Não os encontrei, felizmente. Então a leitura, que começou séria e preocupada, terminou afetuosamente bem-humorada. Ah, e agradeço por calipígia, já imagino alegres, e também afetuosas, ocasiões para usá-la.
enviada por Carlo Buzzatti



17/03/2004 02:03
LEIA-NOS EM www.faustowolff.org
enviada por Jean Scharlau



08/01/2004 23:59
VIVA, BRASIL! NO MÍNIMO RENDA MÍNIMA E DIGNIDADE PARA TODOS!

Nos últimos segundos deste histórico e importante dia para o Brasil, em que foi sancionada pelo presidente Lula a lei de autoria do senador Eduardo Suplicy que institui renda mínima para todos os brasileiros, recomeçamos a publicar neste endereço, pois o fato merece comemoração.

Parabéns, brasileiros!
enviada por Jean Scharlau



03/12/2003 20:38
OBRIGADO POR TERES VINDO

PARA EVITAR DUPLICIDADES DESNECESSÁRIAS, ESTAREMOS PUBLICANDO QUASE QUE SOMENTE NO SÍTIO DO FAUSTO WOLFF. AQUI TALVEZ PLANTEMOS ALGUMA COISINHA QUE NÃO SEJA ADEQUADA AO CLIMA DE LÁ. MAS O MELHOR DA PRODUÇÃO ESTARÁ MESMO NO SÍTIO, JUNTO À DO FAUSTO E À DOS AMIGOS. LÁ TAMBÉM TEM ESPAÇO PARA OS FUNDAMENTAIS COMENTÁRIOS E MAIS, PARA CARTAS E ARTIGOS. VEM COM A GENTE.www.faustowolff.org
enviada por Jean Scharlau



29/11/2003 13:33

UM GAITAÇO PARA O BRASIL

Lançamento nacional do novíssimo livro GAITEIRO VELHO, de poesia, de Fausto Wolff (dois metros de pé direito, milhares de milhas de pé esquerdo) está acontecendo hoje, sábado, 29 de novembro, no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu onde, coincidentemente, seu dileto dialético antagonista, Nataniel Jebão (dois pés direitos), está sendo homenageado e sem fazer a menor idéia do motivo, no FESTIVAL INTERNACIONAL DE HUMOR. Quem queira, portanto, palestrar com um dos dois eméritos jornalistas, sendo o mais sério deles imprescindível escritor, favor dirigir-se à maior queda d'água do mundo, seja do leito, seja do copo.
Carlo Buzzatti. (Agência Mimprensa Eu Grito)

PS. Aqui no sítio comemoramos a volta do que não foi. João Paulo, o da Silveira, capataz, ao ouvir no galpão uma guarãnya tocada pelo Gaiteiro Velho, retorceu todo o coração, que trancou-se-lhe no peito! Não fora o coice do Baio, assustado quando ele foi ao chão, choraríamos hoje a volta dos que só se vão.

Encontras estas notícias também em www.faustowolff.org
enviada por Carlo Buzzatti






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